Quando assumimos um novo desafio chegamos com energia e o olhar atento, pois como designers nossa tendência é observar padrões e analisar o histórico de erros e acertos para construir uma estratégia sólida. Ouço desde os anos 90 a falácia de que o designer não se conecta com negócios ou com o time de desenvolvimento, mas na minha jornada aprendi que o design é, acima de tudo, um tradutor de viabilidade.
Meu papel é atuar com o time de design para extrair o máximo do potencial técnico e criativo de cada profissional através de método e processo, garantindo que do lado de negócios as regras sejam bem descritas e façam sentido estratégico, enquanto para a tecnologia o meu objetivo é que o projeto seja de fato entregável.
Estou cansado de ver projetos alimentando egos de PMs e gestores, iniciativas que nunca verão a luz do dia ou passarão por um teste real, o que acaba sendo um ralo de dinheiro para as empresas e uma frustração para os profissionais que nunca chegam a “pertencer” ao produto.
Precisamos ser estratégicos e focar na redução do turnover, pois sem sinergia e estabilidade teremos eternamente empresas reclamando que os times não funcionam e profissionais reclamando de empresas que contratam para demitir em menos de seis meses, então meu trabalho é arrumar a casa para que o design, o lucro e as pessoas caminhem juntos.

